terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Nostalgia - Copa Conmebol 1997

Após ser campeão da primeira edição da Copa Conmebol em 1992, o Galo tinha como objetivo um bicampeonato em 1997. A classificação para essa competição de nível continental veio após uma boa campanha no Brasileirão de 96, havíamos ficado em terceiro lugar. Os times brasileiros que participaram foram Atlético-MG, Portuguesa, Rio Branco, e Vitória, que competiriam contra países da Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela pelo título. O Galo tinha um excelente elenco, montado pelo técnico Emerson Leão. O time base era Taffarel; Bruno, Neguete, Sandro Barbosa e Dedê; Edgar, Doriva, Jorginho e Hernani; Marques e Valdir.


Time que enfrentou o Universitário, em jogo realizado no Peru
Em busca do título da Copa Conmebol, que seria o segundo, iniciamos nossa caminhada contra a Portuguesa fora de casa, com uma satisfatória vitória, por 4x1, com três gols de Valdir, e um de Jorginho. O jogo de volta no Mineirão terminou em 0x0, garantindo a classificação preto e branca para as quartas de final. E não foi nada fácil avançar as semis, tivemos que encaram um ótimo América de Cali, que caiu diante da força do alvinegro. Um 2x1 na Colômbia, com gols de Marques e Jorginho, deu tranquilidade para o jogo de volta em BH. Tranquilidade que o América fez logo questão de destruir, abrindo o placar com Cardona. A força da torcida e a superação nos deram uma dramática classificação, garantida por Edgar. A um passo da final, teríamos pela frente o destaque do torneio, Universitário do Peru. No jogo de ida, realizado fora de casa, logo o capitão Valdir fez questão de acabar com a expectativa da torcida universitária, e Jorginho fechou um tranquilo 2x0. O Galo estava a um passo da final, bastava fazer o dever de casa, e com o apoio da Massa, era uma tarefa relativamente fácil. Marques praticamente garantiu o Galo na final, abrindo o placar aos seis minutos. Valdir, duas vezes, e Cairo finalizaram a maior goleada do alvinegro no torneio, 4x0.
O segundo gol de Valdir contra o Universitário
Na final, um duelo de invictos. Ambos não haviam perdido ainda na competição. Atlético e Lanús se enfrentaram na Argentina, primeiramente. Em um caldeirão lotado, Ibagaza jogou um balde de água fria na torcida atleticana, que estava em bom número na terra do hermanos. O jogo estava quase no intervalo, quando aos 41 da etapa inicial, o lateral direito Bruno deu esperança a Massa. Logo no retorno para o segundo tempo, Sarrinzuela marcou um gol contra e o Galo pulou na frente. O jogo era de ataque contra defesa, mas em dois contra ataques mortais, Hernani e Valdir mataram o jogo. O Galo respeitava o time argentino e sabia que a vitória de 4X1 em plena Argentina era um grande resultado. Mas ao final do jogo, o que se viu foi uma selvageria bem típica dos argentinos. O campo foi invadido por torcedores, dirigentes e jogadores reservas que partiram pra cima da equipe mineira. "PORRADA! PORRADA!"  Era isso que se ouvia! Até a polícia argentina bateu nos jogadores mineiros. Saldo da batalha: Dedê saiu desacordado de campo depois que levou um golpe na nuca, e o técnico Leão teve uma fratura no rosto, que necessitou de uma correção cirúrgica.


Artilheiro do torneio, e capitão preto e branco, Valdir
levantou a taça
O troco atleticano foi dado no Mineirão. Os hermanos, que não são nada bobos, vieram para BH com um times desfigurado, completamente diferente daquele do primeiro jogo, talvez para não sofrer com a fúria da Massa. Covardia? Não importa, o empate por 1x1, com um gol de Jorginho para o nosso lado, deu o bicampeonato ao Galo. A festa era nossa, tivemos o melhor time, o artilheiro, e merecemos a conquista. 

Isso é uma mera homenagem de agradecimento aos guerreiros que nos proporcionaram nosso último grande título, que já tem 15 anos. Este pequeno texto talvez não demonstre tamanha gratidão de toda a Massa, mas é uma forma de lembrar que grandes jogadores, guerreiros, já nos proporcionaram grandes títulos, grandes festas. Obrigado a todos vocês.

Primeiro jogo da Final - Lanús 1x4 Atlético-MG



Segundo jogo da final - Atlético-MG 1x1 Lanús 



SAUDAÇÕES ATLETICANAS!
Lucca Sperancini

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Melhores momentos de Guarani 0x4 Atlético




LocalEstádio Farião, em Divinópolis (MG) 
Data26 de fevereiro de 2012 (domingo) 
Horário16h (horário de Brasília) 
ÁrbitroIgor Junio Benevenuto (FMF) 
Assistentes: Guilherme Dias Camilo (Aspirante FIFA/MG) e Marcus Vinícius Gomes (CBF/FMF) 
Cartões Amarelos: Luizinho e André Silva (Guarani); Pierre (Atlético-MG) 

GolsMancini, aos 25 minutos do primeiro tempo, e André, aos 36 do primeiro tempo, aos 20 e aos 30 do segundo tempo.
GUARANIThiago Régis, Luizinho, Bruno Maia, Márcio Santos e Tita; André Silva (Carlinhos), Léo Medeiros, Walter Minhoca (Ivan) e Magalhães; Ely Thadeu e Marinho
Técnico: Gian Rodrigues

ATLÉTICO-MGRenan Ribeiro; Marcos Rocha, Rafael Marques, Réver e Richarlyson; Pierre, Leandro Donizete, Escudero (Fillipe Soutto) e Mancini; Danilinho (Neto Berola) e André

Técnico: Cuca

SAUDAÇÕES ATLETICANAS!
Lucca Sperancini

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Relembre o último confronto entre Atlético e Guarani




Local:  Estádio Farião, em Divinópolis 
Data: 20 de fevereiro de 2011, domingo 
Horário: 16h (horário de Brasília) 
Árbitro: Átila Carneiro Magalhães (CBF/FMF) 
Assistentes: Guilherme Dias Camilo (CBF/FMF) e Celso Luiz da Silva (CBF/FMF) 
Cartões amarelos:  Gilvan, Nilson e Emerson (Guarani); Ricardinho (Atlético-MG) 
Cartão vermelho: Emerson (Guarani)
Gols: (Atlético-MG) Ricardinho, aos 24 e aos 30 minutos do primeiro tempo, Magno Alves aos 36, e Neto Berola aos 39 minutos também do primeiro tempo. (Guarani) Luiz Fernando, aos dois e Juninho aos 46 minutos do segundo tempo.
GUARANI: Fred, Carlos César, Felipe, Michael Nunes e Fernando Bahia; Gilvan, Nilson (Emerson), Jairo (Lima) e Luiz Fernando; Bruno Fogaça (Juninho) e Thiaguinho. 
Técnico: José Ângelo
ATLÉTICO-MG: Renan Ribeiro; Serginho, Leonardo Silva, Werley e Leandro; Zé Luis, Richarlyson, Ricardinho e Renan Oliveira (Diego Souza); Magno Alves (Ricardo Bueno) e Neto Berola (Mancini). 
Técnico: Dorival Júnior

SAUDAÇÕES ATLETICANAS!
Lucca Sperancini

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Vai cantar de Galo?

Ele nos ajudou a voltar para o lugar de onde nunca devíamos ter saído, a Série A. Ele jogou com uma raça que não víamos naquele time, ele virou ídolo. Ele disputou 110 jogos, marcou 30 gols, conquistou dois títulos, prometeu mais para o ano do centenário, e saiu. Talvez por incompetência dos dirigentes, talvez pela necessidade de verba, talvez até por vontade própria, mas saiu. Danilinho foi jogar no México, em um clube chamado Jaguares. Ele deixou a Massa, mas jamais iria esquece-la. Ela que sempre apoiou, gritou, vibrou, até criticou, mas sempre esteve lá.
Danilinho comemora gol, em 2006
Pelo Jaguares, Danilinho foi destaque, brigou pela artilharia, e levou o time a sua primeira Copa Libertadores, mas faltava algo. O camisa 10 do clube foi buscar esse "algo" que faltava, e pediu transferência. Em BH, seu nome era cada vez mais comentado, até Alexandre Kalil deixou no ar a passibilidade da volta do baixinho. A torcida se encheu de expectativa, o reencontro estava  próximo! Mas foi adiado, pelos altos valores envolvidos na negociação, Danilinho não conseguiu fazer da sua vontade, realidade. Ele assinou contrato de três anos com o Tigres. Pelo preço pago em seu passe, e pela sua qualidade, ele era a grande contratação do clube, tinha a missão de conquistar o campeonato mexicano e quebrar um tabu de 29 anos sem esse título. Mais uma vez ele não decepcionou, cumpriu sua meta, colocou a taça mexicana novamente nas mãos do Tigres, e foi em busca da sua felicidade. Ele pediu para o presidente do clube mexicano negocia-lo, mas não queria um leilão, queria voltar para o clube que havia o acolhido, para a torcida mais fanática desse mundo, ele queria voltar para o Galo. O alvinegro também tinha interesse em sua contratação, a volta finalmente era realidade. Então como presente de Natal, no dia 24/12/11, Danilinho foi anunciado pelo Atlético, a torcida explodiu de alegria, e a esperança era grande para o ano de 2012. Em sua segunda passagem pelo Galo, o ídolo tem como missão quebrar um tabu ainda maior, são 40 anos sem levantar a taça de campeão nacional. Aí fica a pergunta: O homem, a lenda, o mito, vai cantar de Galo?
Danilinho durante treino, já na sua volta,
em 2012


SAUDAÇÕES ATLETICANAS!
Lucca Sperancini

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Campeonato Mineiro: Galo 2x0 Veterana

Terceira rodada do Campeonato Mineiro de 2012, Atlético-MG e Caldense se enfrentaram na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. O Galo, que até então era o vice-líder precisava da vitória para assumir a ponta, e a Veterana, até então oitava colocada, tinha como grande objetivo arrancar um empate.

O clube da capital foi a campo com apenas uma alteração em relação a equipe que enfrentou o América-TO, a saída de Danilinho, por motivo de contusão, e a entrada de Neto Berola. O mesmo Neto Berola, citado por Euller como um dos melhores em sua posição no Brasil, começou incendiando o jogo pelo lado direito, juntamente com Marcos Rocha. E por aquele lado do campo, começou uma boa jogada que passou pelos pés de André, antes de Neto Berola empurrar pro fundo do gol, mas o gol foi corretamente anulado pelo bandeira. Bernard tentava muito pela esquerda, mas não tinha ao seu lado um lateral que apoia tanto quanto Marcos Rocha. Aos 29 minutos da etapa inicial, após passe de Marcos Rocha, Escudero levantou a cabeça  cruzou na cabeça de Rafael Marques, que subiu sozinho e inaugurou o placar. Era o primeiro gol do zagueiro no Campeonato Mineiro, e a terceira assistência do camisa 10. Apesar de o Atlético ter maior posse de bola, e jogar mais em seu campo de ataque, a equipe de Poços de Caldas também levava perigo ao goleiro atleticano, que foi exigido após um bom passe de Rodrigo Dias para Luizinho, Renan fez ótima defesa, evitou aquele que seria o gol de empate. No final do primeiro tempo, mais precisamente, aos 43 minutos, as equipes já se contentavam com o resultado e trocavam passes, mas em uma boa tabela entre Escudero e Berola, Leandrão derrubou El Pichi a poucos centímetros da área, e levou cartão amarelo. A falta era muito boa, mas o Atlético não tinha um bom cobrador, pelo menos até esta falta. Bernard e Richarlyson estavam próximos, o árbitro apitou, Bernard partiu e bateu no travessão, depois quicou em cima da linha! Em cima da linha não, foi dentro, foi gol! O segundo gol do Galo no jogo, o segundo gol de Bernard no profissional. O bandeirinha não correu para o meio, mas o árbitro, corretamente, assinalou gol do Galo. A Massa, que não lotou o Estádio por conta do último jogo do Brasileirão 2011, foi para o intervalo muito satisfeita e querendo mais.

Bernard comemora seu belo gol de falta
O segundo tempo começou sem alterações do lado preto e branco, e sem animação também, pelo visto. A equipe, que era a mesma, não mostrava a mesma vontade, ritmo e movimentação dentro de campo. Com isso a Caldense cresceu no jogo, e levou perigo nas cobranças de falta do zagueiro Leandrão. Na intenção de dar um choque de ânimo no time, Cuca fez três alterações, saíram André, Neto Berola e Pierre, para as entradas de Guilherme, Mancini e Fillipe Soutto, respectivamente. A boa tentativa do treinador não deu resultado, e o jogo ficou fraco, ruim de se ver. Jogo que ficou ainda mais fácil após a expulsão de Leandrão, por cometer falta por trás em Mancini. O Galo tocava a bola para manter resultado, e a fraca Caldense não mostrava poder de reação. O jogo se encaminhou para seu final com um bom resultado pelo lado do Atlético, mas um futebol desagradável na segunda etapa. Esse jogo mostrou para todo atleticano que o time está no caminho certo, mas tem muito a evoluir. Também nos revelou uma grata surpresa, um novo e bom cobrador de faltas. Este é o Galo rumo ao seu 41º título de Campeonato Mineiro. Saudações atleticanas!

SAUDAÇÕES ATLETICANAS!
Lucca Sperancini


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Nostalgia - Dario para no ar, e coloca o Galo na história

Maracanã, 19 de Dezembro de 1971, não era só um simples domingo chuvoso, era mais, muito mais.  Atlético-MG e Botafogo se enfrentavam no Rio de Janeiro, era o último jogo do primeiro Campeonato Brasileiro da história, e também o jogo que definiria o campeonato. O Galo tinha a seu favor a vantagem de poder até perder por um simples 1x0, que ainda assim se consagraria como o grande campeão, caso contrário, o São Paulo levaria a taça.

Em pé: Renato, H. Monteiro, Grapete, Vanderlei, Vantuir e Odair
Agachados: Ronaldo, Humberto Ramos, Dario, Beto e Romeu

O técnico Telê Santana havia montado o melhor time do Brasil naquele ano, só faltava a confirmação. A Massa pegou a estrada, mais de 10 mil atleticanos compareceram ao estádio. Tudo estava a nosso favor, inclusive a torcida adversaria, como conta o torcedor Alexandre Bedran, presente naquela final:
"Fomos a campo acompanhados de botafoguenses, que torceram pelo Atlético, pois caso contrário o São Paulo seria o campeão".

O primeiro tempo da partida foi nervoso, sem gols, mas a superioridade da equipe preta e branca, era visível. Todos estavam aflitos, a ansiedade tomava conta do estádio, quando aos 16 minutos do segundo tempo, Humberto Ramos arrancou pela esquerda e cruzou para Dario parar no ar, e estufar as redes do Maracanã. O jogo finalmente terminou, o título era nosso, o 1x0 nos colocou como o primeiro campeão brasileiro da história, este título ninguém jamais nos tomaria. 

Talvez aquele momento, aquele cruzamento, aquele jogador, aquela camisa, aquele cabeceio, sejam o motivo no qual muitos atleticanos ainda tenham fé no time, que 40 anos depois, ainda não voltou a levantar aquela taça, a taça de campeão brasileiro.


SAUDAÇÕES ATLETICANAS!
Lucca Sperancini

domingo, 5 de fevereiro de 2012

O Planeta CAM está no ar!

Blog Planeta CAM, o Blog que valoriza o Maior de Minas e sua Massa está no ar galera! Vamos começar este trabalho com muita dedicação, dando ênfase ao Campeonato Mineiro, sempre inovando ao passar informações, ou comentários.
Teremos enquetes, entrevistas, opiniões no Pós Jogo, tudo isso faz parte de nossa programação para o ano de 2012. Traremos também uma novidade, o quadro “Nostalgia” trará fotos antigas, enviadas por vocês ou escolhidas pelo editor, com descrições que deixarão saudade, seja de momentos de Glória ou de sofrimento!

Desde já, gostaríamos de agradecer a todos que já nos seguem em nosso Twitter - @PlanetaCAM – e também a todos aqueles que nos passaram força antes da inauguração de nosso Blog, como Fael Lima do Blog Cam1sa Do2e. O principal agradecimento vai para Matheus Canazart - @m_canazart - o feitor da arte do Planeta CAM no Twitter e no Blog, valeu Matheus!

É isso galera, o recado foi dado, não deixem de nos acompanhar! E lembrando que temos interesse em fazer novas parcerias. Saudações atleticanas!

SAUDAÇÕES ATLETICANAS!
Lucca Sperancini